domingo, 15 de julho de 2007

no tempo

naquele dia
o ar parecia ser o mesmo de anos atrás
cheiro de chuva que limpa o ar
vento que corre com força nas esquinas
duplas se apresentando com suas metades
pisquei os olhos e vi minha vida
vi que busquei a rua do lado

que desde cedo fugi do comum

que me cercava
senti hoje
por saber o quão longe me distancio desses mundos
trago a parceria no peito
reparo no vento das esquinas
invento poesia
as vezes até evito as rimas
mas
mesmo com tom sério na voz
não vou tender ás conclusões
a vida é ao redor
e hoje eu vivo bem



bora lá, ver onde vai dar.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Quinta-feira, 8 de Julho de 1999

AS

Às pessoas que ajudam na prática
Tào enfatica maneira de se dizer vivo...
Se me por a entendê-los ... os Senhores da Rua,
Certamente me encontrarei perdida
no meio dos becos de suas províncias
e dos seus
bicos
cegos e finos demais pra me cutucar
Não atingem a nuvem densa
não desatam o nó
e ainda o apertam mais
vejo-me no reflexo dos segundos de pensamento
velo-me nas brumas
e se me der desfaço-me no próximo vento...

pra quem?

O que é que vc espera doer?
Não dói
Vc está de pé
Agora é andar em direção oposta ás muralhas imaginárias
Os sorrisos já vieram
Afagos lhe fizeram
Você pode amar
Para de se olhar no espelho.
Não adianta.
Tem que confiar.
Tem que se amar por dentro.
Sentir-se viva por dentro.
Dar o seu amor pra ele ,que você gosta.
Dar o carinho
Dormir juntinha
Quieta da vida
Ou dormir sozinha
Quieta da vida
Mas vai lutar
Não desiste assim de ser alguém especial
De ser mais do que está á suas mãos.
De ser mais do que o sistema pode te oferecer
Acredita
Persiste
Nem olha pros lados
Seja você
Mesmo
que louca
Seja você
e outras tantas mais..

domingo, 4 de março de 2007

prum amigo num dia de muito calor

voa
o passaro pequeno
de alma inquieta
poeta
criador
de fontes letras cores e movimentos
seu porto de cimento
no calor queima o chão
o mar está meio longe
mas temos um céu inteiro á disposição...
rima fácil..fácil..
assim como desejo e pretendo ser
quero da vida é mais
porque sei
que nesse céu, lá ao longe
virando algumas direitas
algumas esquerdas
tem o mundo inteiro
e á gente nesse mundo
nos resta avoar
voa!
voa sim!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

n'agua

o rio transborda
as margens cedem
periodo de cheia

a agua densa e gelada
de baixo de sol e de lua


notas servem de toco
aonde me agarro
e navego com um pouco mais de tranquilidade
e prazer
daí descanso

o destino é ao redor

domingo, 25 de fevereiro de 2007

IA

Ela não queria rir ou chorar.
a vida batia que nem o sol na janela, ainda cedo.
ela sabia que ia aumentar.
No sonho, a onda crescia, batia nela, mas não doia.
A vida se repetiu em cenas assim, muitos anos...
Ela não estava motorizada, nem de unhas compridas ou pintadas,
seu único poder era tirar de si a coragem, e reinventar o mundo
que via com aqueles dois olhos míopes..

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

A vida é épica

domingo, 11 de fevereiro de 2007

adorou a cidade

Ela acordou e a luz que entrava pela janela não chegava ainda á amarelo
saiu da cama com olhos dormentes
entrou no chuveiro
...
de cabelos molhados metade acordada
desceu
a luz da sala era azul
branca e cinza
..
o silêncio e a oscilação de ter acabado de acordar
na luz azul dançavam
..
passou uma hora

passou seu perfume
saiu para a rua
..
tomou vento
e adorou a cidade
...

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007



a aflição já foi maior
o foco já foi menor
a névoa já foi maior


a euforia já foi melhor


ainda não velha
mas comendo com outra fome
mastigando mais


cuspindo muito mais

jogando pra valer
vestindo se de mágico
tentando convencer
que o quadro é assim


gritando muito mais

sentindo um pouco seco o pensamento
a voz num timbre mais grave
tenho medo e perco o medo
deixo ele ir embora


ainda sei voar

mas pus o pé no chão
agora to andando
acho que até gostar dessa brincadeira
vou me achar velha e chata



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007


Entre (2005)
Entre
Mim
E ti
Tem um vão
De alguma coisa que persite

Consumidora por si
Que quer se alimentar..


Tipo de um monstro
Que me salva
Aonde me guardo
Aonde me socorro
Aonde
Quando procuro por mim
Nada vejo


Uma fonte
Sub atômica
Que me exige
Mas não me mostra...
As vezes vejo
Na descida do dia,
Na subida daquela ladeira,
com medo do que
Vou ser capaz de reconhecer e de falar


Como se amar
Fosse se entregar
E é
a entrega


Como uma confissão de um sim
Sem razão
De um amor
Que aos poucos ganhava sentido
...
foi assim.

Entre - Safra



Caminham
como pólos

Orientam-se pelas luas

Lado
claro e escuro,

e a verdade nua
voa com suas asas
transparentes
e
remanescentes
da luz e do calor,

Viva

Pousa como
corvos
em hortas verde safra


E a verdade,duas

Na Entre
Safra
Estorva
.